Júri condena mãe e companheira no caso da morte do menino Rhuan no DF

O Ministério Público sustenta que o crime foi motivado por ódio das mulheres contra a família paterna da vítima

O Tribunal do Júri do Distrito Federal condenou na quarta-feira (25), Rosana Auri da Silva Cândido e Kacyla Priscyla Santiago Damasceno pelo assassinato e esquartejamento do filho de Rosana, Rhuan Maycon, de 9 anos. As penas foram estipuladas em 65 anos e 8 meses de prisão para Rosana e 64 anos e 10 meses para Kacyla.

A Justiça condenou as mulheres pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, lesão corporal gravíssima, tortura, destruição e ocultação de cadáver e fraude processual.


O crime
O corpo de Rhuan Maycon foi encontrado na madrugada do dia 1º junho do ano passado, esquartejado, dentro de uma mala. As partes da vítima foram localizadas por moradores da região.
A mãe do menino, Rosana Cândido e a companheira dela, Kacyla Pryscila, foram presas na casa onde moravam com a criança e ainda com a filha de Kacyla, uma menina de oito anos.
Em depoimento à polícia, Rosana contou que “sentia ódio e nenhum amor pela criança”. Na denúncia, o Ministério Público do DF afirmou que a mãe de Rhuan arquitetou o crime por odiar a família do pai dele.
“Rosana nutria sentimento de ódio em relação à família paterna da vítima. Kacyla conhecia os motivos da companheira e aderiu a eles”, diz a denúncia.
“Com apenas 4 anos de idade, Rhuan passou a sofrer constantes agressões físicas e psicológicas e a ser constantemente castigado de forma intensa e desproporcional, ultrapassando a situação de mero maltrato”, diz a denúncia.
As duas acusadas deixaram o Acre em 2014. Segundo a família, Rosana fugiu do estado com a criança, a companheira Kacyla Pessoa e a filha da companheira.
O pai de Rhuan tinha a guarda do menino, por decisão judicial. A família chegou a registrar um boletim de ocorrência após o sumiço do garoto.

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