Virmond é destaque na região com a produção de carne de rã

O projeto de ranicultura foi iniciado pelo engenheiro de aquicultura Helton Bartoszik que passou a experiência a outros produtores Ganha

O projeto de ranicultura foi iniciado pelo engenheiro de aquicultura Helton Bartoszik que passou a experiência a outros produtores

Ganha cada vez mais espaço no mercado de consumo da região a exótica carne de rã. Além de ser muito saborosa a iguaria faz bem para a saúde, pois é rica em vitaminas e sais minerais, como cálcio ferro e potássio além do baixo teor de gordura e níveis de colesterol. Outra importante característica é a alta digestibilidade em outras palavras, come-se menos e alimenta-se mais, além de ser indicada para pessoas que têm problemas alérgicos alimentares, desnutrição, colesterol alto, problemas cardíacos e diabetes.


Prodção emu Virmond
Em Virmond quem começou a ranicultura foi o engenheiro de aquicultura Helton Bartoszik e a ideia surgiu em 2014 quando ele ainda era acadêmico da Universidade Federal Fronteira Sul (UFFS).
Helton conta que tudo começou através de um projeto desenvolvido junto a universidade. Os acadêmicos do curso de engenharia de Aquicultura realizaram um minicurso na universidade Federal do Paraná Campus Palotina ministrado pelo professor André Muniz o qual mostrou a criação de rã. 
“A partir deste momento dei início ao cultivo de rã em Virmond. Comecei comprando 50 rãs de um produtor do município de Toledo. Inicialmente a produção era feita em piscinas plásticas de 1000 litros realizando todo manejo necessário. Posteriormente esses animais foram selecionados para a reprodução formando assim o plantel de animais para engorda e também seleção de reprodutores aumentando a produtividade”.
Segundo Helton, vários produtores começaram a ter interesse na produção, buscando seus serviços para o desenvolvimento de projetos e apoio técnico. Hoje o município conta com mais cinco produtores e mais alguns na região.


Processo
O engenheiro explica que a engorda das rãs é realizada em baias, em um sistema chamado de semialagado.  “Cada baía possui 60% de sua área com água e o restante do espaço é seco para elas terem a opção de ficar na área alagada ou na área seca. É necessária a troca da água diariamente ou até mesmo mais de uma vez ao dia, isso para a retirada de fezes e resto de ração, garantindo assim a qualidade da água importante para manter sua pele úmida”.
Ele explica ainda que o período de engorda dura cerca de 4 a 5 meses variando de acordo com o clima e a temperatura. “Em habitat natural as rãs se alimentam de insetos, pequenos roedores, entre outros. Porém em cultivo comercial é utilizada ração extrusada com alto valor proteico, devido a serem animais carnívoros”.
Segundo Helton a ranicultura é uma excelente opção para as pequenas propriedades, pois não é necessário uma grande estrutura para a produção.
“É possível utilizar estruturas já existentes como estufas, antigas granjas realizando as adequações necessárias, no entanto é preciso um volume de água razoável para a realização das trocas”, explica.
Helton destaca o apoio da prefeitura e da secretária de Agricultura de Virmond que realizam um trabalho de apoio e incentivo aos ranicultores não só de Virmond, mas de toda região.
“O apoio vai desde palestras e cursos, até assistência técnica, como organização, projetos e fornecimento de rações. Isso viabiliza a produção e incentiva a agricultura familiar a trabalhar em novas atividades e assim gerar lucros em suas propriedades”, completa Helton.

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