Jogadores brasileiros na Ucrânia relatam os horrores do conflito

Os três jogadores que se refugiam no mesmo apartamento, entre eles um paranaense, atuam pelo time Prodexim

Um grupo de brasileiros que joga futsal na Ucrânia, passa por um drama desde que as tropas russas invadiram o país no mês de fevereiro. O trio formado por Cláudio Garcia, Everton Florêncio e Daniel da Rosa, se refugiou em um apartamento na cidade de Kherson, onde atuam pelo clube Prodexim.

Esconderijo

E sem conseguir deixar o local antes do início da guerra, o grupo se esconde em um quarto de hotel à espera de ajuda para sair da zona de conflito, e querem voltar para o Brasil.

“Antes ouvíamos mais bombas e explosões, mas eram mais longe. A partir do momento em que o exército russo entrou na cidade, praticamente todos os dias escutamos barulho de tiros e tanques de guerra. O som da metralhadora está cada vez mais próximo”, conta Cláudio, antes de pedir ajuda das autoridades brasileiras para a fuga segura que estão planejando.

Dias de tensão

Os dias são cada vez mais longos. Segundo o brasileiro, todos os mercados da cidade estão fechados desde que as tropas russas invadiram Kherson. As ruas estão vazias e poucos se aventuram em deixar suas casas. Temendo pela falta de alimentos, ele e os amigos fizeram um estoque com água e comida,  que deve durar apenas mais uma semana antes de a cidade ser atacada. Ainda com energia e internet no apartamento, eles mantêm contato direto com seus familiares.

O clube pediu para que eles não deixassem o local. E uma tradutora está ajudando os brasileiros. A comida, embora ainda não seja um problema, poderá ser racionada, assim como a água. Eles ainda conseguem usar a infraestrutura do hotel. Também deixaram claro aos parentes que a energia e a internet, como os celulares, podem parar a qualquer momento.

Jogador paranaense

Natural do Paraná, Garcia voltou a jogar na Ucrânia há cerca de um ano após breve retorno ao futsal do Brasil. De acordo com ele, a tradutora do Prodexim faz companhia ao grupo todos os dias. Os brasileiros, antes de se refugiarem no imóvel de Daniel, chegaram a passar um tempo na casa do técnico da equipe, onde se protegiam em um bunker. Como no local havia muita gente, voltaram ao apartamento, onde decidiram permanecer juntos.

Na quarta-feira (2), o ministério da Defesa russo afirmou que as forças armadas tomaram o controle total de Kherson. Banhada pelo Mar Negro, a cidade ao sul da Ucrânia faz fronteira com a Crimeia, península anexada pelos russos em 2014, notória pela disputa territorial entre os países.

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