Comissão de Agroindústria recebe demandas do Movimento em Defesa da Memória e da Vida

Após repercussão da saída dos Padres Xaverianos da cidade, grupos se organizaram para impedir a urbanização do terreno

A comissão de obras, serviços públicos, agroindústria e turismo da Câmara de vereadores de Laranjeiras do Sul, que também representa assuntos relacionados ao Meio Ambiente, recebeu na semana passada, no legislativo municipal, as demandas do Movimento em Defesa da Memória e da Vida.

O diálogo abordou aspectos ambientais e de encaminhamento jurídico da área pertencente ao Seminário Xaveriano, que encontra-se à venda. Participaram da conversa, representando o órgão colegiado da Casa, os vereadores Tarso Campigotto, Celso Azevedo e Halisson Galvan, enquanto falaram em nome do grupo os professores Arno Mussoi, Alessandro Kominecki, Marisa Valendolf e Nilton José Costa.

“Além de apresentar as propostas de aquisição do terreno, pertencente à Ordem Xaveriana, pela municipalidade, o movimento busca que aquela área seja preservada e destinada a um espaço de lazer para a população”, contextualizou Mussoi. De acordo com o professor, a partir da reunião, os vereadores devem buscar mais informações sobre o aspecto jurídico do imóvel e, então, marcar nova conversa para que o debate se estenda ao Executivo Municipal. “Os representantes da comissão buscarão dados acerca da situação jurídica do imóvel e, por meio disso, marcarão conversa com as autoridades responsáveis pela área para buscar uma solução e viabilizar o projeto”, descreveu o docente.

A causa

O movimento, composto por professores universitários e da rede pública estadual, além da sociedade organizada, utilizou recentemente o plenário da Câmara. Na oportunidade, realizaram explanações técnicas dos motivos que provocaram a mobilização. Conforme explicou o professor Kominecki, a região do Seminário representa um local de sensibilidade hídrica e, por isso, deve se manter preservada. “As áreas já estão sendo degradadas e se o projeto da venda continuar, as nascentes e a questão hídrica poderão estar comprometidas pelos próximos anos”, ilustrou, alertando sobre os possíveis prejuízos a partir da edificação de prédios no espaço, a exemplo de alagamentos na cidade, a contaminação dos lençóis freáticos, além da possibilidade de falta de água.

De acordo com o vice-presidente da Câmara e membro da comissão de agroindústria, vereador Tarso Campigotto, o que estiver ao alcance do Legislativo Municipal será feito pelos parlamentares. “Foi mais uma reunião produtiva com o movimento, onde nos colocamos à disposição para buscar mais informações sobre aquele terreno. Estamos de portas abertas para auxiliar no que for possível. Nosso objetivo é facilitar o diálogo entre a sociedade organizada e o poder público”, disse o vereador, que já mostrou sensibilidade com a causa. “Precisamos de construções para o desenvolvimento, mas também precisamos de água para beber. Então torço para que os órgãos competentes façam o melhor”, concluiu Campigotto.

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