Gilmar ‘El Guerrero’ deixa Laranjeiras para seguir no MMA
Aos 5 anos, Leandro Gilmar Espinoza Chenet, 18 anos, teve o primeiro contato com as artes marciais por iniciativa do pai que o colocou no jiu-jitsu. A relação de Gilmar ‘El Guerrero’ com o esporte, no entanto, não foi imediata. “Por um bom tempo eu odiava ir treinar”, conta. A rotina foi marcada por períodos de treino e pausas até os 10 anos, quando conheceu o Muay Thai.
Foi com o professor Tyago Buda que teve o primeiro contato com a modalidade. O interesse cresceu, mas os treinos duraram pouco. Anos depois, durante a pandemia, aos 12 anos, ele voltou às artes marciais. Naquele período, enfrentava obesidade infantil e encontrou no Muay Thai, desta vez com o professor Jhonatan Betim, uma forma de retomar a atividade física.
O retorno durou cerca de seis meses. Depois de uma nova pausa, voltou ao jiu-jitsu com o professor Rodrigo Scopel. Pouco tempo depois, conheceu Adrian Duarte, professor de Muay Thai que teria papel decisivo na mudança de rumo de sua trajetória.
Primeiras lutas
Segundo o atleta, após apenas dois meses de treino, Duarte decidiu colocá-lo para lutar. A estreia terminou com vitória por nocaute. A confiança recebida naquele período passou a fazer parte da formação do lutador.
“Eu sempre senti a confiança que ele tinha em mim”, afirma.
Mais tarde, o atleta passou a treinar na academia Carlson Gracie, sob o comando do professor Rafael Kurta. Foi nesse período que Adrian Duarte identificou a possibilidade de uma transição para o MMA.
A estreia na modalidade ocorreu em meados de 2024. O resultado foi uma vitória por finalização no primeiro round. A experiência fez Gilmar ‘El Guerrero’ enxergar a modalidade de outra forma. “Fiz minha estreia na metade de 2024, venci por finalização no primeiro round e senti que poderia ser algo a mais nesse esporte, e não apenas hobby”, relata.
Desde então, acumulou novas lutas e resultados. No MMA amador, soma cinco vitórias, sendo três por nocaute ou nocaute técnico, uma por finalização e uma por decisão. O cartel também registra duas derrotas, ambas por decisão.
Novo capítulo
Agora, o atleta deixa Laranjeiras e a academia Alfa e Omega, onde foi formado, para seguir uma nova etapa da carreira. Ele passa a representar a equipe Brazilian TKO, do mestre André Dida.
A mudança, segundo ele, não significa esquecer o caminho percorrido até aqui. “Hoje eu estou me despedindo da minha cidade e principalmente da minha academia que me formou como atleta Alfa e Omega, mas por uma boa causa, levar o nome da academia ao topo do mundo se Deus permitir”, afirma.
O lutador também destaca a importância dos professores que fizeram parte de sua formação, em especial Adrian Duarte, a quem chama de “Segundo pai”.
“Nunca irei esquecer minhas origens e quem me ajudou na minha formação. Agradeço a todos os professores que passaram pela minha vida, mas em especial meu segundo pai Adrian Duarte, que acreditou em mim e sempre buscou o meu melhor.”
A nova fase também é acompanhada pelo apoio da família. O atleta agradece aos pais, Teresa Espinoza e Luis Chenet, pelo incentivo à carreira esportiva, além de atribuir a Deus a saúde e a oportunidade de seguir no esporte.
“Hoje sei que ele acredita no meu sonho com fé, pois tem certeza de onde vou chegar”, diz sobre o professor Duarte. Para o futuro, mantém a ambição de avançar na carreira e alcançar novos níveis dentro do MMA.



