Pré-candidata a deputada federal, Carol Dartora visita Laranjeiras e região

Em entrevista concedida ao Jornal Correio, Carol fala sobre os seus objetivos para o desenvolvimento de seu plano de ação

A pré-candidata a deputada federal Carol Dartora, visitou Laranjeiras e região, em reconhecimento para desenvolver o seu plano de ação, que contemple as realidades do estado. Ela foi recebida no domingo (24) com um jantar comunitário oferecido pela Cooperativa Caprivir de Virmond e pela APP Sindicato, reunindo 110 pessoas.

Carol é a primeira mulher negra eleita vereadora na história de Curitiba, pelo Partido dos Trabalhadores (PT), sendo a terceira candidata mais votada em 2020, com 8.874 votos. Ela é historiadora, mestra em Educação, especialista em Filosofia, doutoranda em Tecnologia e Sociedade, militante do Movimento Negro e da Marcha Mundial das Mulheres.

E ontem (25), após visitar o comércio de Laranjeiras do Sul, a pré-candidata conheceu a Casa da Memória e Cultura, ocasião em que concedeu entrevista ao jornal Correio do Povo.

Representação

Em consonância com o Dia da Mulher Negra Latina Americana e Caribenha e o Dia da Tereza de Benguela, Carol destacou o mês de julho na discussão do que é ser uma mulher negra na sociedade brasileira. “Uma sociedade estruturada por uma desigualdade de gênero, raça e classe”, afirma Carol. “Essas coisas se somam e portanto a desigualdade se multiplica para as mulheres negras que estão na base da pirâmide social. Dá para perceber a invisibilidade e a sub-representação das mulheres negras e da população negra. Mas para as mulheres isso ainda se acentua por causa do machismo”.

Para Carol a representação política é essencial em espaços de decisão para pautar ações com viés antirracista. “Laranjeiras é linda, é uma cidade rica. Isso a gente consegue perceber. É uma cidade bem organizada, mas quando a gente vai para a periferia, as pessoas lá tem uma cor, a pobreza tem cor. E a pobreza também é feminina. É a soma da desigualdade de gênero e raça”.

Carol destaca que as mulheres negras são as que mais sofrem com a fome. Segundo ela, no contexto rural as pessoas não estão passando fome, mas na periferia sim. As mulheres estão desempregadas porque tem filhos para cuidar. A soma destas tarefas acarreta muito mais dificuldade. “A importância da representatividade é que a gente tenha políticas pautadas pelo viés do antirracismo, de combate efetivo dessa desigualdade”.

Enfrentamento

A pré-candidata lembra que foi ameaçada de morte quando eleita vereadora e que continua enfrentando muitos ataques. “Muitas vezes isso vem disfarçado de ataque político, mas a gente sabe que é ataque racista”, ressalta. “A minha forma de enfrentar é transformar isso em denúncia e fazer uma política que promova uma reeducação social”.

“A minha estratégia de enfrentamento é a denúncia e propor formas de solucionar este problema que passa pelas políticas públicas, como por exemplo o Vale-gás. Isso impacta diretamente a vida de uma mulher negra, porque é essa mulher que vai ter o mínimo de dignidade para produzir o alimento na sua casa. É assim que a gente faz o enfrentamento”.

Equilíbrio e escuta

Segundo Carol, a região pode esperar uma política que atenda de fato o estado, que é grande, potente e diverso. “O Paraná tem diferentes questões: a agricultura, questões urbanas, com comunidades indígenas e quilombolas. E quero trabalhar no sentido de atender e conciliar essas demandas”.

“Acho que a política serve para isso, para que a gente consiga equilibrar os diferentes segmentos sociais e trazer propostas e soluções que beneficiem a todas e todos. A política que a gente faz é uma política popular, de escuta. Por isto eu estou passando na região, escutando as pessoas, o que elas trazem de demanda, para construir propostas que atendam devidamente e que nos ajude a desenvolver o nosso estado”.

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