Marlene quer novo hospital e promete voltar com horários nos CMEIS

Candidata à reeleição pelo Pros, Revers avaliou o mandato e disse que foi injustiçada com cassação

Natural de Campinas do Sul/RS, Marlene Fátima Mânica Revers chegou ao Paraná com 16 anos para residir em Salto Osório – distrito de Quedas do Iguaçu. Foi durante os estudos que conheceu o professor Vitório Revers, que viria a ser seu marido. Com ele, que também foi prefeito da cidade, Marlene teve dois filhos: Rodrigo e Rodolfo. 
Desde a união a Vitório, Marlene esteve envolvida com a política. No início, a trajetória foi voltada para a área de assistência social. Foi em 2012 que ela experimentou um vôo mais ousado, como candidata a prefeita, mas desistiu antes do pleito. Em 2016, foi até o final e venceu a disputa. Marlene Revers teve uma administração conturbada. Chegou a ser cassada, em outubro de 2019, mas retornou ao cargo em agosto recente. Buscando a reeleição pelo Pros, é a 5ª entrevistada na série com os candidatos a prefeito de Quedas do Iguaçu. 


Correio do Povo do Paraná: Nesta última gestão, a senhora foi uma das três prefeitas, entre 20 municípios da Cantu. Sentiu dificuldades em ser uma prefeita?
Marlene: Como já era conhecida, as pessoas sempre me respeitaram. Os prefeitos e demais colegas sempre foram atenciosos. Consegui conquistar o meu espaço.


JCPP: Como avalia seu mandato?
Marlene: Assumi a prefeitura com muitas dívidas. Não tínhamos crédito praticamente em lugar nenhum. Não tínhamos uma ambulância que prestasse. Os ônibus também com problemas. Às vezes quebravam no caminho. A dificuldade foi grande. Então buscamos ajuda e conseguimos. Recuperamos o hospital, conseguimos comprar oito ambulâncias. A infraestrutura do hospital – que era velha e antiga – foi substituída. 
A situação da cassação foi difícil. Me sentia como um preso inocente na cadeia. Se você deve, assume e desiste. Mas quando não deve, você se pergunta: “O que fiz? Por quê isso está acontecendo?”. Mas graças a Deus e à Justiça, voltamos, mais fortes ainda! Neste ano, a pandemia nos atrapalhou, pois fecharam o comércio e a receita do município caiu. Ainda assim, digo que fizemos muito por Quedas do Iguaçu. Recuperamos as praças e as estradas do interior. Hoje, Quedas está em pleno desenvolvimento. 

 


JCPP: Num novo mandato, o que o quedense pode esperar da senhora na área da Saúde?
Marlene: Estamos com duas grandes obras. Ali no antigo Auditório Municipal, estamos em reformas, colocando várias salas para consultas médicas e odontológicas, que ocorrerão durante o dia e a noite. Vamos deixar o hospital para urgências. 
Iremos dar continuidade na construção do novo hospital, que estava na Justiça há 18 anos, e agora o processo foi vencido e poderemos ‘mexer’. Corremos em busca de recursos – apesar de nunca ter prometido que teríamos esse hospital. Só começamos a falar disso quando sabíamos que poderíamos dar continuidade na obra. Já estamos com os projetos adiantados. A liberação da vigilância sanitária já ocorreu e o hospital está pronto para ser uma realidade.


JCPP: E na área da educação, quais serão os seus objetivos a perseguir?
Marlene: Na educação infantil, queremos não deixar nenhuma criança fora do CMEIS. Teremos espaço para que todas sejam atendidas. O horário será até as 18 horas. A pedido do Núcleo de Educação, os CMEIS passarão a ter o mesmo horário das escolas. As mães sofreram, pois elas trabalham. Então, algumas não têm como buscar os filhos. Agora, iremos manter mais funcionários que fiquem até as 18 para que os pais possam buscar as crianças após o trabalho.


JCPP: Por quê o eleitor deve votar na senhora?
Acredito que temos uma longa história e não podemos deixar o município cair nas mãos de pessoas irresponsáveis. Tivemos prefeitos que acabaram com Quedas. Então, peço que o eleitor pense bem na hora de votar

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