Pinhão: APAAP trabalhando em prol dos autistas

Neste ano a associação terá seu reconhecimento em cartório ampliando sua visibilidade e atividades

Conforme dados estatísticos levantados em março de 2020 pelo Central of Disease Control (CDC) nos Estados Unidos, a cada 54 crianças nascidas, uma delas é autista.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição que afeta o desenvolvimento neurológico. Dentre elas, podemos citar a dificuldade de comunicação e interação social, atraso no desenvolvimento motor, hipersensibilidade sensorial e comportamentos metódicos ou repetitivos.

União para a luta

Em Pinhão, como nos demais municípios do país, é visível o aumento do número de crianças com TEA.

Os pais dos autistas da cidade vem desde de 2019 através de um grupo de Whatsapp, unindo-se para lutar pelos direitos dos seus filhos, buscando fazer valer as leis que já existem para garantir um atendimento público especializado, seja na área da saúde, educação ou técnica.

APAAP

Desse modo, em 2021 após algumas discussões, os pais e apoiadores decidiram organizar e legalizar as discussões criando a Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Pinhão (APAAP), que neste ano será reconhecida em cartório.

O estatuto visa desenvolver ações para o atendimento das pessoas com autismo e suas famílias, oferecendo orientação nas diversas áreas.
E promover a circulação de informações técnicas e científicas sobre o autismo, bem como reunir a comunidade autista local e trabalhar em prol de eventos sociais, culturais e esportivos voltados aos autistas.

A presidente da Associação, Patrícia de Fátima Martins, conta que o trabalho de divulgação do autismo na cidade começou há dois anos atrás. “Começamos a divulgar o autismo na cidade, porque muitos nem sabiam que este transtorno existia. E há muita dificuldade em conviver com estas pessoas. Assim nós pais resolvemos montar a associação para que nossos filhos fossem vistos pelo município de forma diferente, e para que pudessem usufruir de suas prioridades”.

Segundo ela, a conscientização tem sido intensa, o símbolo do autismo foi implantado em vários estabelecimentos da cidade. Para que as pessoas olhem com outros olhos para os autistas, principalmente as crianças. “Hoje no município temos a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA), o que vem facilitando o atendimento nos estabelecimentos e reiterando a prioridade e preferência dos autistas”.

Dificuldades

A maior dificuldade, ainda, é a busca de ensino para os filhos, pois Patrícia afirma que as escolas ainda não estão preparadas para receber alunos autistas. As equipes pedagógicas não sabem como proceder e os professores não estão atualizados sobre o espectro.
Espera-se que com a associação haja mais visibilidade e que crianças e adultos possam usufruir de todos os benefícios que a lei disponibiliza.

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