Alunas de Pinhão criam projeto de coleta e incentivo à reciclagem na área rural

O objetivo do projeto era firmar a coleta de lixo reciclável na comunidade de Faxinal dos Carvalhos, mas já se tema ideia de expandir para outras comunidades

O projeto Zero Lixo no Chão, em Pinhão, é uma iniciativa criada pelas alunas da Faculdade Censupeg, Ana Francieli Elsner e Nircelia Aparecida Prudente, em parceria com a secretaria de Meio Ambiente, Obras e Urbanismo e com o vereador Jean Dellê.

O objetivo do projeto era firmar a coleta de lixo reciclável na comunidade de Faxinal dos Carvalhos, já que os moradores tinham que se deslocar para as cidades, a fim de fazer o descarte correto.

Osmar Luiz Piva, secretário de Meio Ambiente, Obras e Urbanismo, relata que o projeto de coleta já existe na cidade e no interior, mas não da forma como as alunas pensaram. A partir disso, também será implantado um sistema em que todas as comunidades se unam para ter o seu Ecoponto, um local para a retirada do lixo reciclável, de onde a secretaria pudesse levar o lixo até um espaço para ser separado e reaproveitado, em vez de ser lançado às margens da rodovia e ou de terrenos baldios. “Elas nos procuraram na secretaria e com isso foi posto em prática o modelo, o emblema e o design da reciclagem”, conta Osmar.

Segundo ele, é de suma importância que as comunidades se unam para dar exemplo. Todo projeto que nasce dentro de comunidades rurais ou em bairros, tem maior adesão e se sustentam, ele conta. “Nós da secretaria daremos suporte, formando Ecopontos em todos os bairros, com dia certo para efetuar a coleta”.

Incentivo agregado

Também há um projeto agregado através de incentivo, trocando o lixo por uma moeda chamada bufunfa. Toda propriedade cadastrada que zerar o lixo em seu entorno, recebe como troca, o valor em bufunfa equivalente ao volume entregue, mas será submetido a uma vistoria para que seja cumprida a lei que criou a troca. Essa moeda será trocada na feira semanal por produtos vindos de produtores e da agroindústria local, fomentando a produção e lucratividade para os feirantes.

“Nós adquirimos o caminhão e solicitamos um local próprio em cada comunidade. Foi iniciada a padronização da ideia, então deixamos a critério das alunas fazerem um modelo. Ficou ótimo e podemos melhorar, ampliando o tamanho, sem fugir da iniciativa”.

Objetivo

Nircelia Aparecida Prudente é uma das alunas envolvidas na criação do projeto. Primeiramente, segundo ela, foi feita uma visita na comunidade de Faxinal dos Carvalhos, onde a questão da falta de coleta já era uma reclamação dos moradores locais. “Este é um projeto social, desenvolvido por mim e pela Ana como trabalho acadêmico”, conta ela.

O objetivo do projeto é conscientizar as pessoas da comunidade para a importância da coleta. “Se pensarmos em todo o impacto e doenças que surgem hoje no mundo, é pela ação do próprio ser humano. O trabalho busca informar as pessoas que tudo o que acontece é consequência nossa”.

Ela relata que o lixo é um problema grave que ocorre em cidade e vilas rurais. “Eu mesma, depois que fiz pesquisas sobre isso, fiquei mais apreensiva. Até então, eu não tinha refletido muito sobre esse impacto ambiental”.

De início, ela visitou o local, registrou com fotos o lixo jogado nas beiras das estradas. Os moradores relataram como descartavam o lixo, a maioria queimava ou enterrava. “Eu e meu pai fomos até lá e juntamos o lixo, mas não adiantou. No fim de semana tinha mais um tanto”.

Ideia inovadora

Então, Nircelia teve a ideia de fazer as lixeiras comunitárias. “Para ficar mais barato, pois estava fazendo sozinha, resolvi fazer com paletes”.

Depois de conseguir os paletes através de um empresário da cidade, as alunas contaram com a parceria do vereador Jean, que mediou o contato com o secretário Osmar Piva, para que fosse possível disponibilizar o caminhão de coleta para passar na comunidade. Elas começaram, então, a fizer as lixeiras para a separação correta do lixo.

“O vereador Jean ajudou desde o começo. Ele é bem conhecido da comunidade, fazia visitas lá. Eu sabia que ele daria esse apoio. Ele ficou conosco até o final, fez o que pode, doou o tempo dele”.

Nircelia destaca a importância da conscientização, dos representantes públicos e pela população em geral, para que ações de preservação sejam concretizadas.

“Eu espero que esse projeto sirva muito de exemplo para as comunidades. E que isso se espalhe pelo interior e inspire a população”.

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