Governo do Estado busca alternativas para reforçar a conectividade no meio rural

Governo federal promove leilão de frequências da tecnologia 5G em 4 de novembro

O governo do Paraná estuda alternativas para garantir maior conectividade no ambiente rural e sedimentar o terreno para que as frequências da tecnologia 5G possam ser aplicadas futuramente no campo.

O leilão dessas frequências, que será efetivado na quinta-feira (4) pelo governo federal, atenderá inicialmente as 26 capitais e o Distrito Federal.

Uma das frentes em análise é a aplicação dos créditos do ICMS decorrente de exportação para ampliar a rede de torres de transmissão. Atualmente, o Paraná abriga 1.400 equipamentos. “Com mais umas 750 torres conseguimos dar sinal de qualidade via banda larga 4G de 700 megahertz”, disse o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.

Com essa modalidade, uma cooperativa, por exemplo, poderia transferir o direito de recebimento dos ativos para uma empresa de telecomunicações de sua preferência fazer o investimento. “A concessionária devolve esse recurso na forma de uma tarifa combinada para os associados que estão na área de abrangência”, afirmou o secretário.

Segundo ele, nas diversas reuniões que mantêm com empresas do setor de telecomunicações há um consenso de que o upgrade do 4G para o 5G é simples. “Então, essa tecnologia de torres não é investimento jogado fora, vai ajudar muito o setor rural no 4G, e quando vier o 5G só melhora”, disse. Um decreto para oficializar esse formato já está em fase de estudos.

O estado também analisa, em conjunto com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e prefeituras, a possibilidade de financiamento para implantar troncos de fibra ótica até as comunidades rurais. A partir dali, o agricultor interessado poderia utilizar o crédito rural e financiar seu próprio ramal por fibra ótica ou rádio, possibilitando uma internet de melhor qualidade.

“Por essas duas vias podemos avançar bastante no oferecimento de um serviço mais acessível e que se traduza em inclusão digital e melhor produtividade”, disse Ortigara. “O campo precisa e precisará cada vez mais dessa capacidade de conectividade para usar as tecnologias que estão chegando com força”.

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