Maria Victoria propõe Frente Parlamentar da Agropecuária no Paraná
Proposta cria espaço permanente de diálogo entre Assembleia, produtores, cooperativas e entidades para fortalecer o agro paranaense
A deputada estadual Maria Victoria (PP) protocolou na Assembleia Legislativa do Paraná a proposta de criação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). A iniciativa prevê um espaço permanente de diálogo entre o Legislativo e os diferentes setores ligados à produção rural, com foco na discussão de políticas públicas e demandas do campo.
A proposta toma como referência a Frente Parlamentar da Agropecuária do Congresso Nacional, presidida pelo deputado federal Pedro Lupion. Segundo Maria Victoria, o modelo será adaptado às características e necessidades do Paraná. A deputada participou de um evento de campanha com Lupion na noite da última segunda-feira (14).
“A ideia é termos na Assembleia um espaço forte e permanente de articulação em defesa do agro paranaense. Queremos uma Frente atuante, que esteja ao lado de quem produz e ajude a transformar as demandas do campo em ações concretas”, afirmou.
Impacto nos municípios
Na justificativa, a deputada relaciona o desempenho do setor rural à economia dos municípios. Para ela, a atividade no campo tem reflexos sobre cooperativas, agroindústrias, comércio, serviços e geração de empregos.
“A vida acontece nos municípios, e em grande parte do Paraná a força da economia local nasce no campo. Quando o produtor tem segurança para investir, a cooperativa cresce, a agroindústria se desenvolve, o comércio vende, os serviços avançam e novos empregos são criados”, disse.
A proposta já recebeu assinaturas de deputados estaduais de diferentes legendas e prevê a participação de produtores, entidades representativas, universidades, centros de pesquisa e empresas da cadeia produtiva.
Tramitação começa em outubro
O requerimento cita temas como custos de produção, crédito, seguro rural, sanidade, infraestrutura, logística, clima, segurança jurídica, inovação e abertura de mercados entre os pontos que devem integrar a agenda da Frente.
Também está prevista a aproximação com a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) e seus sindicatos rurais, além da Ocepar e das cooperativas.
Por causa do recesso legislativo, a tramitação deve começar em 5 de outubro. A reunião inaugural está prevista para 10 de novembro, na Assembleia Legislativa.
“Teremos um canal aberto para diálogo, antecipação de problemas e solução de demandas”, afirmou Maria Victoria. Segundo ela, a Frente deverá ouvir os envolvidos na produção antes da elaboração de medidas que afetem o setor. “Quem trabalha e gera riqueza precisa encontrar no poder público um parceiro, e não mais um obstáculo.”



