Estrela do Pato, Diana almeja quebrar hegemonia de Cianorte e Telêmaco no futsal feminino

Quatro vezes campeã do mundo, fixa de 29 anos revela admiração pela história e torcida da cidade e espera um estadual equilibrado

Por Juliam Nazaré

Tetracampeã mundial com a Seleção Brasileira, tri da Libertadores, campeã da Copa do Brasil e da Liga Nacional. Essa é Diana Santos, estrela contratada pelo Pato Branco para a Série Ouro do Campeonato Paranaense de Futsal Feminino. Ela, que por três temporadas (2016, 17 e 18) esteve entre as 10 melhores do mundo, reconhece o peso de suas conquistas, mas quer ir além.

Quebrar uma hegemonia, eis a ambição

Pela primeira vez atuando no Paraná, a fixa de 29 anos almeja mudar os rumos do futsal feminino estadual. Desde 2013, Cianorte e Telêmaco Borba disputam – sem interrupções – a final e se alternam como campeões. 

Em 2020, o Pato Branco iniciou a competição demonstrando potencial para dar fim à hegemonia. Venceu o Telêmaco, na 1ª fase, com autoridade: 3×0. No entanto, sucumbiu na semifinal e o time dos Campos Gerais foi à decisão, quando perdeu o título para o Cianorte.

O estadual de 2021 inicia em 15 de maio. Neste ano, com a criação da Série Prata, a elite terá oito integrantes. O Pato Branco estreia em casa, diante do Foz Cataratas. Para Diana, o certame tende a ser mais equilibrado em relação às edições passadas. 

“Percebi que as equipes se reforçaram muito. Esperamos desbancar Cianorte e Telêmaco. Hoje, ao olhar para minha carreira, sei que não preciso provar nada a ninguém. Sou multicampeã, mas as pessoas que estão ao meu redor me inspiram muito. Isso me move. Além de tudo, é o meu nome e do Pato que estão em jogo. É uma oportunidade para ficar na memória de Pato Branco e do futsal do Paraná”.  

O futsal feminino do PR

Diana elogiou a organização do futsal feminino no Paraná. “O campeonato é um dos mais disputados e com mais integrantes. Os jogos são organizados com ida e volta, fases de oitavas e quartas. Lá no Leoas da Serra invejávamos isso. No Catarinense do ano passado, por exemplo, fizemos um jogo único com Chapecó, pois as outras equipes desistiram. O Paraná é um modelo a ser seguido no futsal.”

A adaptação em Pato Branco

E se Diana demonstra-se satisfeita na nova cidade, a simpatia pelo futsal de Pato Branco não é recente. A jogadora revela ser torcedora da equipe masculina desde a primeira participação na Liga Nacional. “Sempre acompanhei o futsal do Paraná, tanto o masculino quanto o feminino. Torcia para o Pato e simpatizava com ele por conta da história e da torcida”, conta.

Embora os times feminino e masculino pertençam a clubes distintos, eles treinam e mandam os jogos no mesmo ginásio: o Dolivar Lavarda. Com isso, os encontros entre os atletas são frequentes. “Converso com alguns meninos do Pato. O Gean Wolverine é meu amigo desde os tempos do Carlos Barbosa e agora posso acompanhá-lo mais de perto. Estou feliz pela experiência. É diferente de tudo que eu já vivi”. 

Ela quer Pato Branco consagrada tanto no futsal masculino quanto no feminino. “Nós ainda não somos campeões da Liga, mas com a dedicação de todos e o potencial, chegaremos perto dos títulos dos meninos.” 

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