Tilim não se contenta com Operário “figurante” na Série Ouro

O presidente do Operário Laranjeiras comentou o que achou do congresso técnico da Série Ouro do Campeonato Paranaense de Futsal, ocorrido na semana passada. Para Leoni Luiz Meletti, o ‘Tilim’, o ideal seria que o estadual fosse disputado em turno e returno. No entanto, a competição terá apenas um turno e o Rubrão – por chegar da Série Prata – fará oito jogos fora e sete em casa. “Achei ruim, até o fato de cairem quatro”, diz.

Se a programação da Federação não mudar por conta da pandemia, o Operário inicia sua trajetória longe do Laranjão, no dia 13 de março, contra o Umuarama, do técnico Nei Victor. Nesta temporada, serão quatro em vez de dois rebaixados. Isso se deve ao fato de que em 2020 a Federação cancelou o descenso, em virtude da pandemia. A decisão foi outorgada pela maioria dos clubes. 

Quanto às pretensões, Tilim foi ambicioso e não demonstra se contentar com uma posição de figurante após dois anos de conquistas. “Queremos brigar pelo título, não podemos entrar num campeonato para brigar para não cair. Teremos um time veloz, já que no ano passado a nossa característica era de uma marcação forte”. 

Ari machucado e volta de Rodrigo

Quanto aos preparativos para a 1ª rodada, marcada para o dia 13 de março, o Operário não poderá contar com o goleiro Ari. Lesionado, ele ficará afastado nos próximos 30 dias e o goleiro Veloso deve assumir a vaga. A diretoria procura outro arqueiro no mercado, mas é certo que Rodrigo Scheis, segundo goleiro no título da Bronze e preparador em 2020, assumirá a reserva. 

Quadra do Ampére

Tilim criticou o fato do Ampére disputar a elite com uma quadra com dimensões não oficiais. O Ginásio da Rondinha tem 38 por 19,5 metros de comprimento, enquanto o padrão seguido pelos outros 15 integrantes é de 40 por 20 metros. 

O Lobo ganhou da Federação e dos clubes o prazo de mais um ano para conseguir ajustar sua situação. O supervisor do Cascavel, Pedro Mufatto, disse que embora o Ampére vá para o 3º ano seguido de Série Ouro numa quadra menor, deu um voto de confiança à equipe. “É complicado ferrar alguém por conta do ginásio. No entanto, como eles estão se reestruturando, demos um voto de confiança para mais um ano”. 

Tilim pensa diferente. “Não concordamos. Eles se arrastam com essa questão da quadra desde um tempo. Não é justo, pois o Ampére tem vantagem ao jogador na quadra reduzida”.