Laranjeirenses querem um conselho de proteção animal no município

Laranjeirenses estão mobilizados pela criação de um conselho municipal de proteção aos animais. 45 voluntários, entre protetores e simpatizantes da

Laranjeirenses estão mobilizados pela criação de um conselho municipal de proteção aos animais. 45 voluntários, entre protetores e simpatizantes da causa, assinaram uma carta aberta entregue à Câmara de Vereadores na segunda-feira (16). A principal preocupação é o abandono de animais nas ruas da cidade e no interior.

“São cães e gatos, mas já encontramos cavalos e galos. A maioria considera um problema da cidade, mas não é. A zona rural é usada para despejo de animais. Isso provoca um sério problema, pois ele é solto num local onde ele domina ou é dominado por matilhas que moram naquela região, ou é sacrificado pelos animais ou pelo proprietário do local”, declara o comerciante Edilson Mesquita.

Edilson Mesquita: comerciante e simpatizante da causa em defesa aos animais

Ele é um simpatizante da causa. Não possui em casa, espaço suficiente para servir de lar aos animais, mas nem por isso deixa de colaborar com a questão.

“Aqui em Laranjeiras existem protetores de animais, que catam cachorros na rua e encaminham eles às veterinárias, até assumem despesas”, declara.

Denúncia e punição

No entendimento do grupo, não há uma legislação local que puna o abandono dos bichinhos. “Existe legislação nacional e estadual, mas elas dão ao município a normatização local. Quando você pretende denunciar maus tratos, nem sabe a quem recorrer. É preciso mudar isso”, afirma Mesquita.

Com a criação de um conselho, eles pretendem assessorar o poder público na solução do problema. “Esse conselho vai trabalhar em cima da legislação municipal sobre cuidado aos animais.”

Eles defendem também a proibição da comercialização dos animais. “É o que queremos, mas se for para haver a comercialização, precisa haver regulamentação. Tem gente com animal em casa e que busca lucro com os filhotes”, alerta.

Castramóvel

Edilson também afirma que o serviço do Castramóvel também pode ser aperfeiçoado. “Está em tramitação um projeto para castrar 200 machos, entre gatos e cães, desde que sejam animais de famílias de baixa renda. Não resolve o problema do animal de rua. Outro consenso: castrar machos não resolve. Uma cadela no cio atrai 20 machos. Um cachorro de grande porte dá 10 filhotes”, diz.

“Estamos incentivando o melhor uso do castramóvel, pois ele trabalha dois dias e meio por mês e tem capacidade neste período de atender até 12 pequenos animais machos, mas precisamos atender a castração de fêmeas. É preciso também derrubar a barreira, a exigência de ser animal que têm dono.

Trâmite

De acordo com o grupo, os 13 vereadores se posicionaram favoráveis à existência de um conselho. “Alguns são protetores, inclusive”, acrescenta Edilson. Resta agora aguardar a votação do projeto na Câmara. “Hoje pode ser considerado um problema de saúde pública. Estamos buscando soluções definitivas: a médio e a longo prazo. Laranjeiras pode ser um exemplo no trato com os animais. É possível.”