Professores ocupam secretaria da Educação no Paraná

Educadores radicalizaram a luta contra o governador Ratinho Junior ocupando um prédio da administração estadual do Paraná

Na manhã desta sexta-feira (30), estudantes e professores da rede estadual de ensino do Paraná, realizaram uma manifestação na sede da Secretaria de Estado da Educação do Paraná, em Curitiba.
O ato publico tinha como finalidade pedir a suspenção dos colégio cívico-militares, e também denunciaram que o atual secretario de Educação Renato Feder, teria feito um contrato sem licitação no valor de R$ 3,5 milhões para realizar provas destinadas ao regime de contratação temporária pelo Processo Seletivo Simplificado (PSS). 
O objetivo dos ocupantes, de acordo com o portal Bem Paraná, é permanecer na sede da Secretaria  até que o governo abra o diálogo. 
“Nos viemos aqui para fazer a denúncia de tudo o que está acontecendo e ao mesmo tempo reivindicar o direito legítimo de sermos ouvidos pelo Secretário de Educação, Renato Feder. Chegamos a pedir, dias atrás, que uma comissão fosse ouvida, mas isso não aconteceu,” explicou o professor Hermes de Leão, presidente da APP sindicato.
Em nota,  a secretaria de esportes do estado, afirmou que vem mantendo diálogo franco com o representante dos professores.
“A Seed estranha a radicalização por parte dos mesmos. Sobre as críticas feitas pela entidade, vale destacar que a Seed já havia conversado com os representantes dos professores sobre o processo seletivo simplificado e acatou algumas demandas propostas. Sobre a implantação dos Colégios Cívicos, todas as informações sobre o projeto que implementou a consulta pública foram repassadas para a sociedade, em especial na discussão do tema na Assembleia Legislativa do Paraná”.
A secretaria foi invadida por representantes da APP-Sindicato e da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (Upes), que são contra à implantação de colégios cívico-militares no Estado.

“O balanço parcial da votação nos colégios aponta quase unanimidade a favor do programa. Mais do que isso, em alguns a comunidade escolar optou livremente por manter o modelo tradicional. Quer processo mais democrático que esse? Essas entidades acusam o Governo de não discutir o projeto, quando, na verdade, são eles que não têm o menor respeito pela democracia”, disse o líder do governo e presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).