Hipertensão: uma doença séria e traiçoeira

Os sintomas costumam aparecer apenas em fases mais avançadas ou quando a “pressão” aumenta de forma abrupta

Hipertensão é uma doença democrática que acomete crianças, adultos e idosos, homens e mulheres de todas as classes sociais. Popularmente conhecida como “pressão alta”, está relacionada com a força que o sangue faz contra as paredes das artérias para conseguir circular por todo o corpo.

O estreitamento das artérias aumenta a necessidade de o coração bombear com mais força para impulsionar o sangue e recebê-lo de volta. Como consequência, a hipertensão dilata o coração e danifica as artérias.

Os valores da pressão arterial não são sempre os mesmos durante o dia. Geralmente caem, quando dormimos ou estamos relaxados, e sobem com a atividade física, agitação ou estresse.

Considera-se hipertensa a pessoa que, medindo a pressão arterial em repouso, apresenta valores iguais ou acima de 14 por 9 (140mmHg X 90mmHg). Além disso, hipertensos têm maior propensão para apresentar comprometimentos vasculares, tanto cerebrais (como AVC), quanto cardíacos (como infarto), doença renal crônica, alterações na visão e impotência sexual.

Sintomas

Hipertensão arterial é uma doença traiçoeira, só provoca sintomas em fases muito avançadas ou quando a pressão arterial aumenta de forma abrupta e exagerada. Algumas pessoas, porém, podem apresentar sintomas, como dores de cabeça, no peito e tonturas, entre outros, que representam um sinal de alerta.

Nos casos de hipertensão leve, com a mínima entre 9 e 10, tenta-se primeiro o tratamento não medicamentoso, que é muito importante e envolve mudanças nos hábitos de vida. A pessoa precisa praticar exercícios físicos, não exagerar no sal e na bebida alcoólica, além de controlar o estresse, o peso e levar uma vida saudável.

A dona de casa, Nelci Savi, conta que começou tomar medicação para hipertensão quando engravidou da sua primeira filha a mais de 20 anos. “Desde então não parei mais, todos os dias preciso tomar o remédio ou a pressão se altera e começo a me sentir mal. De vez enquanto o médico precisa trocar a medicação pois acaba não fazendo mais efeito”.

Ela fala que a esperança dela era que depois de um certo tempo não fosse mais preciso, que poderia melhorar ficar sem a medicação, mas não foi o que aconteceu. “Agora me sinto muito melhor, no começo as doses eram mais altas, agora está mais leve. Precisarei a vida toda”, diz Nelci.

Tratamento medicamentoso

Todos os remédios para hipertensão são vasodilatadores e agem de diferentes maneiras. Os mais antigos, entre eles os diuréticos, por exemplo, se no início fazem a pessoa perder um pouquinho mais de sal e de água, também ajudam a reduzir a reatividade dos vasos. Os mais modernos costumam ser mais tolerados e provocam menos efeitos colaterais.

É sempre possível controlar a pressão arterial desde que haja adesão ao tratamento. Para tanto, o paciente precisa fazer sua parte: tomar os remédios corretamente e mudar os hábitos de vida.

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