Aline Barr brilha aos desvendar afinidades e pérolas de Gilberto Gil e Moraes Moreira

Em 2003, quando o Brasil já não prestava a devida atenção nos discos de Antonio Carlos Moraes Pires (8 de

Em 2003, quando o Brasil já não prestava a devida atenção nos discos de Antonio Carlos Moraes Pires (8 de julho de 1947 – 13 de abril de 2020), o Moraes Moreira, este eterno novo baiano lançou joia da canção popular no álbum intitulado justamente Meu nome é Brasil.

Balada até então esquecida neste disco de 2003, Minha pérola reluz com brilho (ainda) maior do que o do obscuro registro original do autor na gravação que abre o primeiro álbum de Aline Barr, Gil Moreira, no mercado fonográfico a partir de sexta-feira, 29 de janeiro, em edição da gravadora Joia Moderna.

Em gravação embasada pelo toque de um piano, a beleza melódica da canção e o lirismo poético popular dos versos flutuam nas águas claras da voz dessa cantora e compositora baiana nascida Aline Barretto em Salvador (BA).

Ajustes

A ideia de entrelaçar composições de Gil e Moreira foi do DJ Zé Pedro, em cujo Karaokê da Veia Aline Barr deu as caras em 2020 para cantar Índigo blue (Gilberto Gil, 1984), música ajustada ao figurino pop usado por Gil na década de 1980.

Remodelada por Aline com o mix da voz da cantora com o estalar de dedos e com os graves das batidas no peito, em gravação em que o corpo é feito de instrumento de percussão, Índigo blue é uma das dez composições que compõem o repertório surpreendente do álbum gravado e produzido por Aline Barr com o baiano Fábio Alcântara.