Angelita descarta aulas presenciais, mas garante avaliar “alternativas”

Secretária de Educação diz que, diante do estágio de contágio por Covid-19 na cidade, não há como retomar as aulas com os alunos em sala

As aulas no ensino básico em Nova Laranjeiras começam no dia 18 de fevereiro, mas na modalidade de ensino remoto. De acordo com a secretária de Educação, Angelita Fiori, haverá a obrigatoriedade de um responsável da família do estudante ir até a escola para tirar as atividades impressas. Essas tarefas seguirão um cronograma em cada instituição.

“Nós, professores, sabemos da importância e da necessidade do retorno presencial, porém temos muito respeito pela vida dos nossos alunos e de seus familiares. Ouvimos muitas críticas de que o vírus está só nas escolas e isso não é verdade. Ele está em todos os espaços, tanto que a pandemia é a nível mundial. O maior problema é que infelizmente uma grande parte da população ainda não tem consciência da necessidade da prevenção e nem da gravidade da situação em caso de contágio”, disse Angelita.

Na entrevista, a secretária citou os problemas enfrentados pela área da educação, principalmente no que tange ao acompanhamento e aprendizagem dos alunos. “De um lado, temos problemas sérios quanto ao ensino e à aprendizagem, e do outro lado, os riscos enormes de contágio no pior momento da pandemia em nosso município”, enfatizou.

Angelita argumentou que a pasta vem dialogando com a secretaria de Saúde do município e também com a área técnica do Núcleo Regional de Educação (NRE) e que foco é seguir os decretos e resoluções estaduais.

“No município existe a comissão de enfrentamento a Covid-19, a qual se posicionou e nos orientou pelo retorno de forma remota, pois o que vivenciamos em Nova Laranjeiras não nos dá a oportunidade para um retorno seguro. No entanto, estamos analisando e avaliando outras formas de atendimento, baseados nas pesquisas de opinião que estão sendo realizadas nas escolas” finaliza a secretária de Educação Angelita Fiori.

Covid-19

Nova Laranjeiras confirmou na segunda-feira (8) o terceiro óbito por Covid-19. Na realidade, o falecimento ocorreu ainda no dia 4 de fevereiro, mas teve o confirmamento da doença apenas agora.

A vítima é uma indígena do sexo feminino de um ano e seis meses, que não possuía comorbidades. Ela morava na aldeia ingígena de Rio das Cobras. De acordo com a nota divulgada pelo município, a paciente chegou para atendimento no Pronto Atendimento Severino Da Casa, no dia 3 de fevereiro. A mãe relatou que ela apresentava diarreia, vômito e que os sintomas já constavam há três dias. Além disso, o bebê apresentou sinais de desidratação. A criança foi medicada e liberada, mas veio a óbito no dia seguinte, em sua residência.

A investigação de equipe epidemiológica constatou que a garota não teve contato com contaminados ou pessoas com quatro suspeito de Covid-19. Vale ressaltar, entretanto, que a Reserva Indígena de Nova Laranjeiras atravessa um surto da doença. O confirmamento do novo coronavírus na garotinha saiu na segunda-feira.