As maiores plataformas do mundo se posicionam contra a invasão da Ucrânia

As empresas sinalizam informações falsas e desmonetizam canais da mídia estatal da Rússia

As maiores plataformas de tecnologia do mundo têm se posicionado contra a invasão da Ucrânia, pela Rússia. O conflito também tomou o espaço cibernético com sites oficiais sendo atacados e sanções às plataformas de notícias estatais russas.

Entenda como cada uma das empresas foi afetada e se posicionou a respeito do conflito.

Facebook (Meta)

A Meta, empresa responsável pelo Facebook, é uma das gigantes de tecnologia envolvidas em sanções contra páginas controladas pelo governo da Rússia. A questão envolve a verificação de notícias em relação à invasão da Ucrânia divulgadas por quatro meios de comunicação russos, incluindo o canal de notícias RT e a agência Sputnik.

O Facebook decidiu impedir a monetização de conteúdos dessas páginas por conta da divulgação de informações falsas. A plataforma se recusa a parar de checar fatos e rotular conteúdo de organizações de notícias estatais. A rede social defende que a checagem de fatos é realizada por agências parceiras, com atuação independente.

A Meta também decidiu proibir a mídia estatal russa de veicular anúncios na plataforma.

Google

Outra represália aos russos veio do Google, que também bloqueou a monetização de sites, aplicativos e canais no YouTube da imprensa estatal russa. Na prática, isso significa que sites russos não poderão lucrar com os anúncios que aparecem antes e durante os vídeos no YouTube e nem usar a plataforma de publicidade do Google para arrecadar com banners e outras peças publicitárias em sites e aplicativos. O YouTube resolveu ir além e bloqueou os canais ligados à rede de TV Russia Today e ao portal Sputnik, ambos veículos de comunicação estatais controlados e financiados pelo governo russo, em toda a Europa.

Na quinta-feira, a companhia anunciou a suspensão das vendas de publicidade online na Rússia, uma decisão que abrange buscas, YouTube e parceiros de publicação externos.

Twitter

O Twitter tem seu acesso restrito na Rússia desde os primeiros dias do conflito, de acordo com os especialistas da ONG de segurança cibernética NetBlocks. A medida acontece após vídeos e imagens da invasão dos russos viralizarem nas mídias sociais.

O perfil oficial de suporte do Twitter informa que a rede social tem conhecimento da restrição e trabalha para que a plataforma volte a funcionar para os russos. A rede social anunciou que está adicionando avisos em postagens da mídia estatal russa, além de reduzir a visibilidade desses conteúdos.

Telegram

Fundado pelos irmãos russos Nikolai e Pavel Durov, o Telegram vem sendo uma ferramenta poderosa para divulgação de notícias falsas. O CEO do Telegram, Pavel Durov, chegou a afirmar que considerava restringir parcial ou totalmente alguns canais do aplicativo de mensagens se a situação na Ucrânia piorasse.

Spotify

O Spotify informou que o seu escritório na Rússia ficará fechado por tempo indeterminado. Os sites “Variety” e “Pitchfork” afirmaram que, apesar disso, o serviço ainda estará disponível no país.

A plataforma também afirmou que revisou milhares de conteúdos sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia foram revisados e restringiu o alcance de podcasts produzidos pela mídia estatal russa.

PayPal

O PayPal afirmou que deixou de aceitar novos usuários na Rússia. O serviço já havia bloqueado alguns usuários e bancos russos devido às sanções de países como os Estados Unidos.

Airbnb

Outra empresa que anunciou medidas para ajudar os ucranianos foi a plataforma americana Airbnb, que vai oferecer acomodação gratuita de curta duração para 100 mil ucranianos que fogem da invasão russa. As acomodações serão financiadas pela empresa, por doadores do fundo Airbnb para refugiados e por anfitriões.

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