Colégio Estadual Santa Clara em Candói realiza palestra sobre o meio ambiente e preservação

Convidada pelo grêmio estudantil Fênix, a palestrante, Eliza de Matos, destacou a importância do descarte correto de lixo e da preservação das nascentes

Na Semana do Meio Ambiente, que tem início em cinco de junho, o Colégio Estadual Santa Clara, de Candói, realizou palestras relacionadas ao tema. A convite do grêmio estudantil Fênix, a secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente marcou presença, tendo como representante Eliza de Matos, técnica em agropecuária, responsável pelo departamento de gestão ambiental, que ministrou as palestras para os alunos do período da manhã e da tarde. No total, 630 alunos participaram, de nove turmas pela manhã e de 12 turmas pela tarde.

A palestrante relatou que é extremamente importante inserir a educação ambiental nas escolas, tratando da preservação do meio ambiente através da redução, reutilização, reciclagem e descarte correta de resíduos.

“O propósito é que os alunos entendam seu papel de cidadão em relação aos problemas ambientais, tratamos do descarte correto do lixo e da importância de proteger nossas nascentes”, disse Eliza.

De acordo com ela, no dia 17 de maio, os membros do grêmio estudantil Fênix estiveram presentes na secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente para propor uma parceria voltada para a Semana do Meio ambiente, que acontece a partir de 5 de junho.

Primeiramente foi acordado que o tema desenvolvido seria a proteção de fontes. Inclusive, foi proposto a realização de uma aula prática, para realizar a proteção de fontes que existem no Parque Recanto dos Votorões e também fazer uma visita nas fontes que nascem do Rio Passo Grande, que abastece Candói.

Recepção dos alunos

Por conta da constante chuva que marcou a semana, os planos para a palestra mudaram. Não foi possível levar os alunos para a aula prática. Mas como o meio ambiente é um assunto amplo, por tratar da geração e preservação da vida, do local onde o ser humano vive, se alimenta e respira, não faltou o que discutir.

“Eles estavam ansiosos e foram todos muito calorosos conosco, interagiram, respeitaram”, relata a palestrante.

Segundo ela, além do tema principal que era a água, também foi acrescentado outro assunto: os resíduos sólidos. Ela explicou a importância de separar o lixo corretamente e o que será feito com cada uma das classes depois de coletada. Por exemplo, o lixo reciclável tem valor comercial, como papel, plástico Tetra Pak, pet, alumínio, entre outros. “Tentamos mostrar a eles que esses resíduos são lixo em nossas casas, porém, são sustento para outras famílias que conseguem o seu salário vendendo esse material”.

Eliza lembra que Candói possui a Cooperativa de Catadores, que conta com mais ou menos nove famílias que tiram seu sustento através da coleta deste tipo de material. “Sem contar que cada item reciclável é menos matéria prima retirada da natureza para produzir um material, por exemplo, menos petróleo para fazer o plástico ou árvores para produzir o papel”.

O rejeito é outro tipo de lixo, que também foi trabalhado na palestra. São produtos “úmidos”, acumulados dentro das casas, como resto de alimentos, cascas de frutas e verduras, papel higiênico, fraldas e absorventes.

Depois de apresentadas essas duas classificações, Eliza lembrou aos alunos da existência do calendário de coleta do município, focando na separação do lixo nas casas de cada um, para que depois seja coletado de acordo com a distinção de cada material, na data específica, marcada no calendário.

Outro ponto destacado na palestra foi o destino correto dos lixos hospitalares, como remédios, seringas e agulhas, que são comprados em farmácias ou entregues em postos de saúde e que possuem um alto risco de contaminação.

Exemplo prático

No final de cada palestra, Eliza fez uma dinâmica com os alunos. Ela entregou a eles um pedaço de papel e pediu que amassassem e jogassem no chão. Quando todos os pedaços de papel se acumulavam no chão, ela explicou que é exatamente isso que acontece quando alguém joga um papel de bala no chão: um não faz tanta diferença, mas o montante polui e infesta ruas e bueiros.

Para exemplificar a questão, Eliza mostrou aos alunos, fotos de nascentes que estão cheias de lixo, incluindo a do rio que abastece o município, para ressaltar que uma cidade e um meio ambiente poluído é consequência da ação de todas as pessoas.

“Após essa explanação, solicitei que cada um recolhesse o papel do chão e descartasse corretamente na cesta de lixo de sua sala, mostrando que cada um pode fazer sua parte”.

Eliza agradece imensamente pelo convite do grêmio estudantil e pelo colégio que abriu as portas para o acontecimento e também lembra dos colaboradores Vinícius Sousa Pereira e Thiago Pereira dos Santos.

“Aproveitamos o momento para nos colocarmos a disposição de toda a comunidade escolar para que mais dias como este se realizem”.

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