As vantagens e as grandes desvantagens do jejum intermitente

A nutricionista Gabriele Protcz explica que existem pessoas que conseguem se dar bem com este método, mas muitas não tem o resultado esperado

Uma das dietas que estão em alta na atualidade é o jejum intermitente, como o próprio nome sugere, esse programa consiste em passar um período sem ingerir nenhum tipo de alimento. Esse período pode variar de 12 a 36 horas, a pessoa pode ficar até mesmo um dia e meio em restrição alimentar.

O jejum intermitente surgiu como contraponto à recomendação de que devemos fazer refeições leves de três em três horas e jamais passar tanto tempo assim sem comer, defendida por alguns nutricionistas.

Há diferentes formas de seguir essa dieta, mas, em geral, ela consiste em dividir as horas ou os dias da semana entre períodos em que a pessoa se alimenta, chamados de “janelas de alimentação” e períodos de jejum ou de extrema restrição alimentar.

Ficar tantas horas sem comer certamente vai resultar em uma perda de peso, pois o organismo será obrigado a utilizar suas reservas como combustível para continuar funcionando.

Prejudicial?

Apesar das alegações das celebridades que a adotaram, a maior parte dos nutricionistas e dos médicos especializados em nutrição e endocrinologia é categórica ao afirmar que o jejum intermitente é prejudicial ao nosso organismo.

A nutricionista Gabrieli Protcz, diz que essa estratégia nutricional pode dar um resultado positivo na perda de peso momentaneamente, mas na grande maioria, as pessoas não conseguem manter depois.

Ao passar longos períodos sem comer, seu corpo entende que está em privação e vai fazer de tudo para armazenar o máximo de gordura possível, causando uma redução do metabolismo que vai atrapalhar o processo de perda de peso.

Para a nutricionista esse método não traz os benefícios de uma reeducação alimentar. “Nessa restrição calórica o indivíduo emagrece, mas não indico, pela questão de perder e não manter depois. É mais recomendado uma reeducação alimentar para depois começar a perder peso”, afirma.

Segundo ela é uma estratégia, existem pessoas que conseguem se dar bem com ela, mas muitas não tem O resultado esperado.

Outros prejuízos

A profissional afirma que este método pode causar uma deficiência de nutrientes e vitaminas, pois não é uma dieta equilibrada, além de fraqueza e mal-estar.

Ainda dentro dos problemas que o jejum intermitente pode causar, está a saúde mental. “Ao adotar uma dieta tão restritiva como essa, algumas pessoas podem ficar obsessivas por reduzir mais e mais a ingestão de calorias”, explica Gabriele.

Na visão na nutricionista, os quilos que eventualmente foram perdidos com o jejum intermitente logo vão voltar, com o famoso efeito sanfona, pois a pessoa não aguenta manter esse tipo de dieta por muito tempo. “O emagrecimento definitivo e saudável só é possível com exercícios físicos e reeducação alimentar”, finaliza.