Surto de cinomose em cães de rua aumenta em Laranjeiras do Sul

A PILS alerta para o crescimento de casos dessa doença principalmente no inverno, e ressalta a importância da vacinação

A Associação dos Protetores Independentes de Laranjeiras do Sul (PILS), através da sua presidente Maira Sartori, está divulgando casos de cinomose canina na cidade. Segundo ela já foram realizados três procedimentos de eutanásia em animais de rua, e a PILS tem esperado o período de incubação do vírus para testar outros animais que foram resgatados.

“Temos relatos de animais domésticos que também estão sendo infectados com a doença, e isso é muito grave”, enfatiza Maira.

A cinomose é uma doença infectocontagiosa que afeta cães e é causada por um vírus. Ela é altamente contagiosa e costuma acometer cães que ainda não terminaram o esquema vacinal (filhotes) ou que não costumam receber o reforço anual da vacina múltipla (V8, V10, V11 ou V12).

Segundo a presidente, essa doença não é uma zoonose, assim não é transmissível a humanos, porém é letal a esses animais.

Sintomas

Os principais sintomas são: apatia, perda de apetite, diarréia, vômito, febre, secreções oculares (remela em grande quantidade), secreções nasais (pus), convulsões, paralisias, tiques nervosos e falta de coordenação.

Um cão infectado elimina o vírus pela urina, fezes e secreções (nasal e ocular) até 90 dias após a exposição. Portanto é importante evitar seu contato com outros cachorros durante o período em que está doente. “Em poucos dias a cinomose afeta o sistema nervoso e incapacita o animal até mesmo para caminhar levando, inevitavelmente à morte”, ressalta Maira.

Prevenção

Maira reforça que a prevenção mais eficaz para a cinomose é a vacinação. “A única forma

de evitar a doença é a vacinação que não é barata: são três a quatro doses quando o animal é filhote e mais as doses anuais de reforço, além do subsídio ser importado, o que aumenta ainda mais os custos. Vacinado, não significa que o animal não vá se contaminar, mas o perigo de morte ou sequelas diminui consideravelmente”, explica.

Outra medida bastante importante é não deixar o animal na rua. “Estando na rua, ele pode ter contato com animais contaminados e adquirir a doença, e sem saber pode infectar dezenas de outros”, finaliza.

Acompanhe nossas redes sociais e fique por dentro das novidades  Facebook |  Twitter |  YouTube |  Instagram. Também temos nosso grupo de notícias no  Whatsapp, todo dia atualizado com novas matérias.

Fique por dentro de todas

Se inscreva e receba as melhores notícias do Correio do Povo direto no seu e-mail