Descentralização leva arte e cultura para cidades do interior do Estado

A superintendente-geral da cultura do estado Luciana Casagrande Pereira fala sobre os programas e ações realizadas em prol da cultura atualmente

A Superintendência-Geral da Cultura, em união com a secretaria da Comunicação Social e da Cultura (SECC) vai buscar promover um melhor atendimento à cultura através da atenção às políticas públicas, com maior fomento destinado a área e com a descentralização das ações.

Os serviços devem ser voltados para além da administração dos recursos públicos, serão destinados ao fortalecimento dos meios com os quais artistas, gestores e produtores municipais estejam integrados de forma mais assídua às políticas culturais.

A superintendente-geral da cultura do estado Luciana Casagrande Pereira destaca as ações e programas da atual gestão.

Sobre o PROFICE ela relata que é o maior programa voltado ao incentivo e investimento cultural, que está unido as políticas públicas de cultura do Paraná e que passa por constante avaliação e aprimoramento. A terceira edição do programa foi lançada em 2019 e destinou R$ 32 milhões para 169 projetos em todas as macrorregiões. Em 2020 foi lançada a quarta edição, que passará por uma reformulação depois da construção realizada com a sociedade civil a fim de proporcionar a distribuição de recursos de isenção fiscal. R$ 40,9 milhões estão direcionados a captação dos projetos, que de acordo com o edital, devem estar aprovados. Comparado com a última edição a ampliação foi de quase 30%.

Período complicado para a cultura

Luciana relata que com a pandemia de Covid-19 os trabalhadores da cultura foram extremamente afetados porque não haviam mais plateias, e sem isso, se foram os empregos e as rendas. Juntamente com outros estados e com a sociedade civil, a Superintendência da Cultura conseguiu a aprovação para destinar R$ 3 bilhões inéditos para fomentar a cultura. A Lei Aldir Blanc foi criada com o objetivo de auxiliar os produtores de cultura com o desfalque causado pela pandemia. Porém antes mesmo de os recursos dessa lei estarem disponíveis, o estado já lançara um pacote emergencial para os funcionários do setor.

De acordo com Luciana o Paraná possui o Bolsa Qualificação Cultural, programa que visa a qualificação em cultura, que investiu R$ 36 milhões e é comandado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

Outro lançamento do estado na área de qualificação foi a Bolsa Cultural Paraná criativo, uma parceria com a Universidade Estadual de Londrina (UEL) e a Cultura Paraná.

A premissa foi qualificar o máximo de pessoas possível para fortalecer a cadeia cultural como um todo, uma vez que mais pessoas em mais municípios estão aptas a participarem dos editais e programas descentralizando os recursos. Com mais pessoas capacitadas já estamos vendo o resultado na maior produção cultural que chega até a população”.

Gestão cultural de forma remota

Foram 36 encontros realizados virtualmente pelo Conselho Estadual da Cultura e pela Superintendência para discutir as políticas culturais no auge da pandemia. Com a finalidade de proporcionar a troca de experiências, a SECC criou um mecanismo para se comunicar com os gestores municipais de cultura de quinze em quinze dias, através do Ciclo de Diálogos. Com isso foram apesentados, ouvidos e discutidos os desafios enfrentados pela cultura nos municípios.

“Também podemos colocar nessa nossa abordagem, a criação da plataforma de streaming Paraná Cultura. Esse portal hospeda e disponibiliza gratuitamente mais de mil e seiscentas produções criadas durante a pandemia tanto por pessoas beneficiadas pelos editais quanto por nossas instituições culturais como Centro Cultural Teatro Guaíra e Biblioteca Pública do Paraná”.

Retomada

Com a descentralização da cultura por meio das atividades presenciais voltaram com força nessa retomada do pós-pandemia. Por exemplo, o Museu Oscar Niemeyer (MON) expandiu o seu acervo para outros municípios e tem feito várias exposições itinerantes pelo Paraná.

O Balé Guaíra e a Orquestra Sinfônica do Paraná já fizeram apresentações gratuitas através do programa Teatro Guaíra Para Todos. Um dos destaques foi o Clássicos Sertanejos que fez muito sucesso em maio e junho deste ano.

O Cinema na Praça em sua segunda edição também obteve destaque nessa descentralização pós-pandemia. A iniciativa realiza sessões de filmes gratuitamente para trinta cidades do interior.

O programa Crianças no Teatro leva clássicos da literatura infantil para estudantes das escolas públicas estaduais.

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