Policiais federais vão intensificar trabalhos para demonstrar importância da corporação

Após declarações do governo Bolsonaro sobre o não-cumprimento na reestruturação de carreiras, diversas partes decidiram protestar

A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) resolveu se manifestar de forma diferente esta semana. Ao contrário dos Policiais Penais que paralisaram as atividades na última sexta-feira (20) os Policiais Federais decidiram que em vez de greves, eles irão intensificar os trabalhos de fiscalização em portos, aeroportos, empresas de segurança privada, clubes de tiro e concessão de registros de porte de armas para caçador, atirador e colecionador (CAC) na intenção de reforçar a importância da corporação.

Na última quinta-feira (19) membros da Fenapef, durante Assembleia Geral Extraordinária (AGE) se reuniram com os sindicatos e decidiram endurecer movimentos pela reestruturação da carreira.

As inspeções mais apuradas devem começar nos aeroportos nesta semana e visam demonstrar para a sociedade a importância da categoria.

“Os policiais federais cansaram de avanços e recuos sobre a reestruturação da carreira”, disse o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Marcus Firme. Ele disse que as promessas não cumpridas, conflitos de informações e declarações desencontradas atropelaram o apelo do Executivo por uma trégua, pelo menos até o dia 22.

O movimento é um protesto contra declarações do governo Bolsonaro que sinalizam o não-cumprimento na promessa da reestruturação de carreira. Enquanto era construído o Orçamento de 2022, no ano passado, o presidente Jair Bolsonaro prometeu aos policiais federais que reestruturaria a carreira, mas após manifestações de outras categorias do funcionalismo público da União, acabou recuando e anunciou um reajuste linear de 5%.

Assim sendo a reestruturação dos salários será concedida apenas para os Policiais Rodoviários Federais, cujos salários devem ser equiparados aos dos Agentes da Polícia Federal. Para os demais, restariam os 5% de reajuste, prometidos para todos os servidores públicos.

Firme acrescentou que o sentimento entre os policiais federais é de insegurança e muita revolta. “Tudo o que temos são palavras soltas. Nunca houve uma mesa de negociações com representantes das categorias”, disse. Com o prazo para definição se esgotando, os policiais federais decidiram reforçar os movimentos pela valorização da categoria, “mas sem prejudicar a sociedade”, disse.

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