Ensino técnico estadual retoma atividades práticas presenciais

O retorno acontece simultaneamente à volta das aulas presenciais em 200 colégios estaduais, porém, não está condicionado ao mesmo cronograma e instituições

Colégios de Educação Profissional de todo o Estado estão retomando gradualmente as atividades práticas presenciais dos cursos técnicos. Esse retorno acontece simultaneamente à volta das aulas presenciais em 200 colégios estaduais, porém, não está condicionado ao mesmo cronograma e instituições. Muitos dos centros de ensino técnico têm aulas práticas presenciais e aulas teóricas remotas.

No Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) Newton Freire Maia, em Pinhais, os alunos dos cursos de Agropecuária e de Meio Ambiente já podem, desde a última quinta-feira (6), participar de atividades práticas, como aulas de campo na fazenda-escola, visitas técnicas e aulas em laboratório.

“Nesse retorno das aulas práticas, nós optamos por priorizar as aulas de campo, que ocorrem ao ar livre. Os alunos têm menor proximidade entre si e não ficam em ambientes fechados”, destaca Luciene Soares, coordenadora do curso de Meio Ambiente.

Em uma destas aulas, os estudantes fizeram uma trilha até a Represa do Iraí e discutiram, ao longo do caminho, temas como os impactos causados pela construção da represa e as licenças necessárias para implantá-la. “Foi nítido o entusiasmo deles na aula, além do aprendizado”, afirma Luciene.

Fazenda-escola

Outras atividades realizadas pelos alunos do CEEP Newton Freire Maia incluem o preparo e a correção do solo com trator agrícola, a preparação de canteiros para horticultura e o manejo de animais como porcos, ovelhas, coelhos e galinhas. Os estudantes são responsáveis, por exemplo, pela alimentação, medicação e avaliação do estado físico dos animais.

“Essas atividades foram organizadas com professores fora do grupo de risco e os alunos foram divididos em pequenos grupos, de cinco a 11 pessoas, que tiveram a autorização dos pais”, diz o coordenador do curso de Agropecuária, Carlos Roberto de Azevedo.

A diretora pedagógica da instituição, Ana Paula Querubim Andrades, ressalta que, embora haja muita expectativa e empolgação dos alunos e dos professores para as aulas presenciais, foi preciso ter paciência para planejar o retorno. “É uma experiência nova. Estamos indo com calma. Tudo precisa ser organizado para mantermos a segurança”, comenta.

Curso de florestas

No CEFEP Presidente Costa e Silva, em Irati, os alunos dos cursos de Florestas e de Agronegócio também puderam participar de aulas práticas. Algumas das atividades na fazenda-escola são a medição do nivelamento do terreno, manejo de solo e viveiro florestal, além da silvicultura, que inclui técnicas para preservação e melhora do crescimento de diferentes espécies florestais.

“Os alunos estudam toda a cadeia produtiva da madeira, e esse aprendizado depende de muita prática. Ela é importante para o desenvolvimento do futuro técnico”, explica Mariane Pierin Gemin, diretora-geral do CEFEP.

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